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terça-feira, 24 de abril de 2012

Como os Santos dos Últimos Dias acreditam devam viver suas vidas?



“Cremos em sermos honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos, e em fazer o bem a todos os homens”. Joseph Smith escreveu isto em 1842 em resposta a perguntas de um jornalista concernentes às crenças dos Santos dos Últimos Dias. “Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos.” (Regras de Fé 1:13). Os Santos não clamam que todos são virtuosos, sem exceção, nem que outros não possuam grande virtude. Os Santos, todavia, sentem fortemente que suas crenças religiosas devem ser traduzidas em seu viver diário, e assim “eles procuram” essas qualidades benevolentes.


Uma Obrigação e Convênio

A designação de buscar virtude, bondade, honra, e todas as coisas louváveis, constitui uma obrigação que jorra do amor e devoção a Deus. Jesus declarou: “Portanto, tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7:12). Mais tarde em seu ministério, Jesus declarou mais que amar a Deus e a nosso próximo são os dois maiores mandamentos sobre os quais “dependem a lei e os profetas” (ver Mateus 22:37-40). Os Santos dos Últimos Dias levam esses mandamentos muito seriamente, pois o amor é a essência da verdadeira religião (ver Tiago 1:27). “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos”, escreveu o apóstolo Paulo, “se não tivesse caridade, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, 4e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. (1 Coríntios 13:1-2; ver Moroni 7:44-48). Os Santos dos Últimos Dias abraçam os ensinamentos de ambas as escrituras antigas e modernas de modo que o amor que sentem por Deus possa também ser manifesto ao seu próximo.

As pessoas entram para a Igreja de Jesus Cristo os Santos dos Últimos Dias através do batismo e tomam sobre si um convênio sagrado de amar a Deus de todo seu coração, poder, mente e força e “servi-Lo e guardar Seus mandamentos” (Mosias 18:10). Eles aceitam a obrigação de tentar cumprir não apenas os mandamentos do Senhor, mas também tornarem-se mais semelhantes a Ele – com coração e vida mais cheios de pureza, bondade, compaixão e misericórdia. Sob esse convênio batismal, os Santos dos Últimos Dias prometem mostrar amor por Cristo através de estarem “dispostos a carregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves; e chorar com os que choram; sim, e consolar os que necessitam de consolo” ( Mosias 18:8-9). É esse tipo de preocupação pelos outros e servi-los compassivamente que caracteriza o verdadeiro discípulo. (ver João 13:34-35.

O sistema extensivo de bem-estar da Igreja e seu serviço humanitário pelo mundo afora, assim como os atos de bondade e generosidade exercidos individualmente pelos membros da Igreja, são por si produtos de sincero esforço em amar seu próximo como o Salvador admoestou. Esse serviço cristão e compaixão não está restrito aos irmãos Santos dos Últimos Dias; não tem acepção de raça, religião, ou nacionalidade. “Com relação à quantia que os homens devem doar anualmente”, Joseph Smith declarou, “nós temos nenhuma instrução especial para dar; esses homens devem alimentar os famintos, vestir os nus, assistir à viúva, enxugar as lágrimas dos órfãos, confortar os aflitos, se pertencem a esta Igreja ou a qualquer outra, ou até mesmo a nenhuma igreja, onde quer que os encontrem.”

Resultados

Os cientistas sociais têm observado que os Santos dos Últimos Dias quando devotos e que vivem os ensinamentos da Igreja, quando comparados à sociedade em geral, são:

“mais prováveis a serem felizes em seus casamentos mais satisfeitos com suas famílias e menos provável de divorciarem-se”.
“menos prováveis de comprometerem-se em comportamento sexual extra-conjugal.
“menos prováveis de abusar de drogas e álcool.
“mais prováveis de possuírem maior força mental e física e de sofrerem de depressão.
“menos prováveis de se envolverem em delinqüência, desvio ou comportamento anti-social.

Numerosos outros estudos e muitas outras fontes poderiam ser citadas para maior esclarecimento da natureza positiva da maneira de vida dos Santos dos últimos Dias. A montanha de evidências empíricas, entretanto, pode apenas descrever; não pode explicar adequadamente porque os Santos geralmente são felizes, bem ajustados, e um povo preocupado com seu próximo. Qual, então, é a resposta? “Filhinhos, que ninguém os engane”, o apóstolo João escreveu; “quem pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo.” (1 João 3:7). Os frutos da retidão encontrados na vida dos Santos fiéis nascem do esforço de serem fiéis a seus convênios cristãos. Enquanto eles fielmente e honestamente “buscam” essas coisas que são “amáveis, louváveis, ou de boa fama,” reconhecem que esses “frutos” vêm a eles – abençoam suas próprias vidas e lhes qualificam para abençoar as vidas de outras pessoas – através do amor e misericórdia de Jesus Cristo.

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que através do poder do Santo Espírito um indivíduo que aceitou Cristo através da fé e obediência “nasceu de novo” e se tornou “uma nova criatura” em Cristo ( ver 2 Coríntios 5:17; Efésios 4:24:32; Mosias 27:23-26). Essa transformação espiritual traz consigo caridade – o “puro amor de Cristo” (Moroni 7:47) – um amor por Cristo e também um amor por seu próximo como Cristo ama. Os frutos desse novo nascimento espiritual incluem bondade e retidão, amor, alegria, paz, gentileza, e humildade (ver Efésios 5:9; Gálatas 5:22-26). A novidade de vida que vem a alguém através da graça e misericórdia de Jesus Cristo afeta não apenas aquilo que ele faz externamente, mas também internamente.

O Salvador ensinou que essas coisas devem ser julgadas por seus frutos (ver Mateus 7:15-20). Os profetas e as igrejas devem ser julgados pelo produto de seu ministério e ensinamentos. O comprometimento individual de ser um seguidor de Cristo deve ser julgado – se é que deva ser julgado pelos mortais – pela qualidade de caráter e ações que esse comprometimento produz. Árvores más não podem dar bons frutos, assim os bons frutos são um sinal da bondade da árvore. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo acreditam que os frutos dos ensinamentos daquela igreja estão obviamente em suas vidas. Vivem sua religião alegremente, em paz, e com total devoção de alma, buscando padronizar suas vidas em conformidade com o perfeito exemplo de Jesus Cristo. Sua motivação para assim agirem vem de seu amor pelo Senhor e o firme testemunho do Espírito que queima em seus corações e inspiram suas mentes. São gratos além sem palavras que exprimam pela aceitação que o Salvador dá a seu comprometimento a Ele, perdoa-lhes suas transgressões, e abençoa-os com os bons frutos de sua devoção.

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Este texto é parte do artigo “Cristianismo Nos Últimos Dias: Dez Questões Básicas” produzido por Noel B. Reynolds, Professor de Ciências Políticas na Universidade Brigham Young e Robert L. Millet, Professor de Escrituras Antigas na Universidade Brigham Young.

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