Estender a Mão com Amor a Ex-missionários Menos Ativos

Embora tenham realizado uma missão bem-sucedida, alguns ex-missionários voltam para casa e, mais tarde, caem na inatividade.
Josh amava sua experiência missionária na Missão Califórnia Ventura, mas achou a transição de volta para casa mais difícil do que esperava.
“É realmente muito difícil”, disse ele. “Quando voltei para casa depois da missão, achava que a vida seria muito diferente, e não foi”. Depois de um ano e meio sentindo-se frustrado, Josh ficou inativo por cerca de oito meses.
Josh disse que sua atividade não foi imediata, mas aconteceu ao longo de vários meses. “Eu não fazia minhas orações todos os dias, então passei a não estudar as escrituras, e logo não estava mais frequentando a igreja”, disse ele.

Em um discurso da conferência geral de 2001, o Élder L. Tom Perry do Quórum dos Doze, reconheceu que “a adaptação após saírem do campo missionário e o retorno ao mundo” às vezes é difícil. Ele então perguntou: “Não seria essa uma boa oportunidade de fazer uma pequena autoavaliação, para determinar se ainda temos com o Pai Celestial a mesma relação de que desfrutávamos no campo missionário?” (O ex-Missionário”, conferência geral de outubro de 2001).
O Élder Perry apresentou três sugestões para os ex-missionários: orar com mais frequência, estudar as escrituras regularmente e continuar a compartilhar o evangelho.
Orar com Mais Frequência
“Se o mundo nos desviou da oração”, disse o Élder Perry, “então perdemos um grande poder espiritual. Talvez seja hora de reacender o espírito missionário por meio de orações mais significativas, mais frequentes e fervorosas”.
Estudar as Escrituras Regularmente
o Élder Perry também incentivou os ex-missionários a se envolverem no estudo pessoal das escrituras, bem como a estudá-las com colegas de quarto, um cônjuge ou outros membros da família. “A prática de estudar regularmente nos ajudará a manter claras as doutrinas do reino em nossa mente e nos protegerá da persistente intrusão de preocupações mundanas”, disse ele.
Continuar a Compartilhar o Evangelho
Ex-missionários não precisam de uma plaqueta para compartilhar o evangelho, disse o Élder Perry. “Peço aos ex-missionários que se dediquem novamente, que cultivem outra vez o espírito da obra missionária e o desejo de servir”.
Jennifer também adorou sua missão de 18 meses na Missão Canadá Edmonton. Quando voltou, ela era ativa, até que conheceu e começou a namorar um não-membro.
“No fim, terminamos por causa de religião”, disse Jennifer. “Mas nós tínhamos discutido tanto, que, no final, eu nem sabia mais no que acreditava. Decidi começar a estudar mais outras igrejas e ser mais aberta a outras ideias”.
Ao contrário de Josh, Jennifer não encontrou seu caminho de volta à atividade na Igreja. “Não tenho nenhum ressentimento da Igreja”, disse ela. “Sinto-me imensamente abençoada por ter crescido na Igreja SUD, (…) mas ainda me sinto confusa por ainda não ter respostas para tudo”.
Seja você um líder de Igreja, um dos pais ou cônjuge, nunca é fácil ver alguém com quem se importa desviar-se dos caminhos da Igreja e dos ensinamentos do evangelho. Orson F. Whitney compartilhou esta mensagem de esperança: “Embora algumas ovelhas sepercam, Pastor não as perde de vista, e, cedoou tarde, elas sentirão os braços da DivinaProvidência estenderem-se para elas,atraindo-as de volta ao redil” (Conference Report, abril de 1929, p. 110).
Depois que Dan retornou do serviço missionário, na Missão Colorado Colorado Springs, conseguiu um emprego e matriculou-se na escola. Escola e trabalho estavam indo na direção certa, mas Dan logo ficou desanimado com sua vida social, particularmente o namoro. “Eu estava tentando encontrar pessoas com quem sair e com quem me socializar, mas não havia ninguém na Igreja”, disse ele.
Os amigos de Dan bebiam e, por fim, Dan começou a beber também. “Chegou um ponto em que eu estava tão frustrado, que continuei bebendo todas as noites. (...) eu me sentia culpado por minhas ações e sentia como se não conseguisse voltar”.
O Presidente Ken Peterson, presidente da Missão Ohio Cleveland de 2006 a 2009, disse que alguns ex-missionários menos ativos “sentiam-se esquecidos, porque interiormente achavam estar decepcionando as pessoas. Como resultado, afastavam-se daqueles que sentiam terem decepcionado”.
Os pais, amigos e líderes podem ajudar, disse o Presidente Peterson. “Ser um bom exemplo sem pregação. Estender-lhes a mão”.
Isso é exatamente o que aconteceu com Dan, quando ele e seus colegas de quarto participaram da reunião familiar de sua ala. [Os membros da ala] simplesmente nos cercaram”, Dan continuou. “Senti-me bem, e sabia que eu queria estar por perto dessas pessoas. Eles eram amigáveis, receptivos e acolhedores”. Sua experiência naquela noite fora algo de que nunca se esqueceu. Após cinco anos de inatividade, Dan voltou à Igreja em 2012 e casou-se recentemente no Templo de Salt Lake.

Josh, Jennifer, Dan e todos concordam que criticar ou repreender ex-missionários por não irem à igreja somente os empurra para mais longe. “Não julgue um livro pela capa”, disse Josh. “Você não sabe o que eles estão enfrentando na vida. A coisa mais importante a fazer é ser amigo deles”.
Jennifer concordou. “Nunca se sabe de onde as pessoas estão vindo”, disse ela. Sinto que, muitas vezes, as pessoas não conseguiram conhecer meu coração; apenas julgaram.”
O Presidente Peterson tem visto alguns de seus próprios missionários caírem, e concordou. “É importante que nós os amemos. É um mundo muito difícil este em que vivemos e, muitas vezes, estamos completamente alheios aos problemas que enfrentam”.
O Presidente Thomas S. Monson disse: “A vida não é perfeita para nenhum de nós. Em vez de sermos críticos e de julgarmos uns aos outros, que possamos ter o puro amor de Cristo por nossos companheiros nesta jornada da vida. Reconheçamos que cada um está fazendo o melhor que pode para lidar com os próprios desafios, e que nos empenhemos em fazer onosso melhor para ajudar” (“A Caridade Nunca Falha”, reunião geral da Sociedade de Socorro de setembro de 2010).

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